Juan Arias, correspondente do El Pais no Brasil, resolve dar uma palhinha de crítico musical, e avalia o disco Fe en la fiesta de Gilberto Gil, em uma resenha em destaque na home do jornal.

Uma palhinha da resenha:

“Gilberto Gil, o genial músico e compositor brasileiro cujas as canções emocionam o mundo, acaba de lançar seu novo disco, a maioria com canções inéditas, dedicado ao tema da festa e da alegria. Músico universal, seu último álbum está inteiramente dedicado aos ritmos do forró, do Nordeste do país, famosos pelo mês de junho aonde se celebram as tradicionais festas populares ‘juninas’

Se no seu disco anterior, em que fora ministro da cultura do governo Lula, cantava Não tenho medo da morte, em seu Fé na festa ele canta ‘Não tenho medo da vida.Apenas três de suas canções são de quatro músicos amigos: João de Silva, Luiz Gonzaga, Targino Gordim e Eliezer Selton, que compuseram juntos, Marinha Minha.

Se o escritor italiano Leonardo Sciascia dizia que não existem literatura, nem cinema nem artes mais universais que o local, também se pode dizer que Gilberto Gil consegue ser universal com ritmos no seu último disco, totalmente dedicados aos temas festivos do Nordeste brasileiro, uma das regiões mais pobres do país com maior porcentagem de analfabetos.”

O Serviço de rádio da BBC voltou a falar sobre o Brasil: desta vez, o assunto foi o turismo sexual. A reportagem, de vários minutos, é assinada por Chris Rogers(Que ficou famoso por suas reportagens sobre orfãos romenos e outros problemas com crianças no Reino Unido), que explica que com a repressão do turismo sexual na Ásia, em especial na Tailândia, os turistas se voltaram para o Brasil, aonde os próprios parentes, as vezes os próprios pais, prostituiam as crianças(Inclusive como travestis). Rogers se centrou no tema prostituição infantil em Fortaleza:  entrevistou crianças obrigadas a se prostituir, falou com policiais que lidam com a repressão à exploração de menores e inclusive apresentou ONGs que abrigavam crianças nesta situação.

A reportagem pode ser conferida no podcast Global News, da terça de primeiro de junho, na parte da manhã, por volta dos 16 minutos.

Jeff Glor, substituindo Katie Couric na âncora do telejornal CBS Evening News no feriado de Memorial Day, deu alguns segundos do telejornal para falar de Mônica Burgos, a brasileira que teria sido morta pelo marido, o produtor americano de cinema Bruce Beresford-Redman, no México em Abril. Glor falou rapidamente sobre o caso, mostrando uma foto de Mônica, mas sem citar a sua nacionalidade.

Joe Conason, colunista da revista eletrônica Salon, sugere que os Estados Unidos nacionalize a sua indústria petrolífera. Ele cita rapidamente o Brasil:“Mas sim, algum dia algum político irá apontar que uma indústria nacionalizada de energia iria fornecer preços mais baixos assim como fontes de renda parao governo – assim como ocorre na Venezuela, Brasil e sim, Noruega.”

Conason não parece tão informado sobre o mercado de energia no Brasil, mas…

Semana passada, Ed Stafford, um inglês que está cruzando o Rio Amazonas a pé(Seria o primeiro a fazer isto), de cabo a rabo, foi destaque nos programas jornalísticos da ABC News. Stafford citou alguma coisa sobre ter sido saudado em espanhol, mas era possível notar cenas tipicamente brasileiras no meio da Amazônia. Stafford apareceu no telejornal noturno “World News with Diane Sawyer”(Aonde recebeu o título de “Pessoa da semana”), no programa noturno de reportagens Nightline e no matutino Good Morning America, em reportagem feita por Bill Weir.

Matt Frei, correspondente da BBC em Washington, apresentou o seu programa “BBC World News America”(Que é apresentado no mundo todo pelo canal BBC World News, e nos Estados Unidos pelo canal BBC America) de São Paulo nesta quinta, e do Rio na sexta. O programa apresentou a série “Brazil rising” com várias reportagens sobre o Brasil, falando tanto sobre o desenvolvimento econômico do país quanto de problemas de pobreza.

Kathy Kay apresentou de Washington as notícias do dia, enquanto Frei aparecia em São Paulo, com a Marginal Pinheiros e a ponte estaiada ao fundo(Pelo audio, provavelmente confortavelmente num prédio, não na rua). Jonathan Wheatley, correspondente em São Paulo do Financial Times e Paulo Cabral da BBC(Visto na imagem à direita com Frei) foram entrevistados por Frei. As reportagens falaram sobre o Minha Casa, Minha Vida, com o reporter notando que o país navegava na contramão do resto do planeta, ao subsidiar moradia(O que ajudou a criar a crise na Europa e nos EUA), sobre o Bolsa Família, com especialistas elogiando e apontando problemas, com várias famílias beneficiadas pelo programa  sendo entrevistadas no Maranhão. Imagens de favelas e praias não faltaram, claro. Houve até uma entrevista feita por cadeiras na praia, e entrevistas com favelados.

O cantor Carlinhos Brown falou(Em inglês) sobre um projeto social, uma escola que ensinava música e línguas para crianças carentes.

Já na sexta, Matt Frei apresentou o programa do Rio de Janeiro, obviamente com uma praia ao fundo(Pela perspectiva ele estava num sala, não na praia em si). Ironicamente ou não, o programa foi dedicado ao futebol. Frei explicou que as favelas brasileiras eram um gigantesco celeiro de craques, que eram exportados para a Europa, que os clubes dependiam destas vendas para sustentação financeira e de que esta era uma exportação de que os brasileiros queriam manter. Frei até apareceu com torcedores do Flamengo.

No final, Frei apresentou o forró aos espectadores do mundo. Ele e Tato do Falamansa passearam pelos cantos nordestinos de São Paulo, e explicaram que ao contrário do samba, de origem africana, o forró era uma criação puramente brasileira e que como era uma dança a dois era a forma mais fácil de se conhecer uma garota.

No final, Kathy Kay perguntou a Matt Frei o que ficou desta semana no Brasil. Frei disse que ficou marcado com o otimismo das pessoas, muito similar da Europa e dos americanos há alguns anos atrás, e ele disse ter se pergutando se isso teria resultados semelhantes. Mas ressaltou que o futuro chegou para o que o chamam de eterno país do futuro.

Veredito? Boa série, bom jornalismo, bastante realista. Apesar de algumas generalizações dispensáveis, como as cenas de praias e similares.

O BBC World Service, o serviço internacional de rádio da BBC, noticiou com um certo destaque a morte do Delegado Clayton Leão, na Bahia. A rádio destacou a crescente violência por causa das drogas no país, e o brasileiro Paulo Cabral, que é o correspondente da BBC em São Paulo destacou que o delegado era bastante dedicado na luta contra o tráfico. O panorama sobre a violência foi pintado de forma um tanto quanto dura, mas realista.

Quer ouvir o programa?  Procure pelo podcast Global News da tarde de quinta feira e escute até os dezoito minutos.